histórico abril 2008

Agora não pode vaiar 6

abr29

Depois de proibirem jogadores de comemorar o gol como bem quiserem, depois proibirem o torcedor de gritar palavrão das arquibancadas, o mais novo absurdo da imprensa esportiva do país, dito no programa Bem, Amigos desta segunda-feira, dia 28 de abril, pelo “professor” Ruy Carlos Ostermann, foi elogiar a não ocorrência das vaias da torcida adversária – fato que se dá quando da entrada perfilada dos times em campo, como acontece no Campeonato Carioca. Na seqüência, o jornalista Paulo César Vasconcellos também louva a nova medida dizendo que isso é bom, ”pois tira o clima de guerra entre as equipes”. Eu, Fabiano Rampazzo, apenas pergunto: aonde vamos parar? Não posso falar palavrão na bancada, não posso subir no alambrado pra comemorar um golaço, não posso entrar em campo e ser saudado pela minha torcida. Tenho que entrar como um robô, alinhado com o adversário, sem me emocionar com a euforia ou vaia da torcida. É isso. Futebol de robôs, comentados por jornalistas robôs.

Fabiano Rampazzo

Roberto absolvido 5

abr26

Roberto Carlos, lateral esquerdo da seleção nas últimas 3 Copas, foi o entrevistado do Arena Sportv, hoje, 25 de Abril, e os jornalistas presentes chegaram à conclusão que a culpa pelo gol do Henry, na partida que eliminou o Brasil da Copa de 2006, foi do goleiro Dida e não dele, ”Roberto” (como eles o chamam). Agora, imaginem se fosse o Dida o entrevistado… certamente eles chegariam à conclusão que a culpa foi do “Roberto”. Esses jornalistas só podem estar de brincadeira com todo mundo que viu aquele jogo, ou seja, com 190 milhões de brasileiros. Deu pra entender, amigos, o porquê desse Blog?

PS – E o “Roberto” ainda disse que corre mais hoje que na época do Palmeiras. Todos no Arena concordaram, claro! Sem palavras.

Daniel Palma Lissoni

Tudo é “Clássico”? 7

abr22

No programa Bem Amigos, de ontem, do canal Sportv, Galvão Bueno, narrador e apresentador, disse, com certa ênfase, que “Palmeiras e Sport é clássico! Botafogo e Portuguesa é clássco!”. Desculpe Galvão, desculpe torcedor da Lusa e do Sport, mas esses jogos não são clássicos, nunca foram, e ponto final. E não são clássicos pelo simples e óbvio motivo de que Sport e Portuguesa não são times grandes! E outro ponto final. Pelamor! Por que essa hipocrisia, essa ‘média’, esse medo de dizer as coisas mais simples? Palmeiras X Botafogo, esse sim, seria um clássico. Mas ‘Palmeiras X Sport’ e ‘Lusa X Fogo’ não! Peguemos as antigas e recentes pesquisas das torcidas do país que isso fica claro. Pela lógica de Galvão, ‘Portuguesa X Sport’ também deveria ser um clássico. Faz sentido? Só que, bem, amigos… o Galvão sabe que isso não é verdade, claro. E, se ele sabe que esses jogos não são clássicos, por que diz que é?

Resposta: porque a imprensa foi contaminada pelo ‘politicamente correto’, uma necessidade de agradar a todos, mesmo que o preço disso seja dizer bobagens como essas.

Fabiano Rampazzo

Gols da rodada do Fantástico 2

abr21

Na apresentação dos gols da rodada do Fantástico, da Rede Globo desse domingo, dia 20, o apresentador Tadeu Shimith se limitou a mencionar que o adversário do Palmeiras na final seria a Ponte Preta, e prosseguiu com os gols dos outros estaduais. Naquele momento pensei que só iriam mostrar os gols dos times grandes, mas, para minha surpresa, mostraram os gols das duas semi-finais do Gauchão, entre Inter e Caxias, e entre Juventude e Santa Maria. Gostaria de entender qual o critério do Fantástico para excluir, dos gols da rodada, o jogo do sábado entre Ponte Preta e Guaratinguetá – por sinal um dos melhores jogos do ano. Há algum sentido nisso?

Daniel Palma Lissoni

O fim do futebol 4

abr18

No canal Sportv, o programa Tá na área de ontem trouxe uma pauta muito interessante, com a presença de um regente de orquestra entre os jornalistas. Foram apresentadas as composições orquestradas por ele como fundo dos gritos das torcidas do Botafogo e do Flamengo. Muito bem. Só que, em dado instante, o apresentador Luis Carlos Jr. repetiu uma patacoada comum nos últimos meses em mesas redondas de todo país, ao dizer que “o legal é que esses cantos das torcidas não apresentam palavrões, né”, ao que todos concordaram. Caro torcedor que lê essas linhas agora: você não fala palavrões? O Luis Carlos Jr. não fala palavrões? O Marcelo Barreto, o Alex Escobar e os demais presentes no programa não falam palavrões? E, apenas para lembrar, estamos falando de palavrões em arquibancadas de estádios de futebol, hein! Que papinho mais banana é esse? O torcedor perdeu o direito de estravasar suas emoções nos estádios? É feio falar palavrão na arquibancada? É bonitinho não falar? Aqui é Brasil! Futebol é do povo e de gente pobre! Minha faxineira fala palavrão, eu falo palavrão e meu chefe, acreditem!, também fala! Triste profecia: esses recorrentes discursos e ações politicamente corretas, um dia, ainda vão acabar com o futebol.

Fabiano Rampazzo

Romário ou Careca? 6

abr17

No Arena Sportv desta quinta-feira, dia 17, o jornalista André Rizek levantou uma lebre absurda. Disse ele: “alguns torcedores do São Paulo, que acompanharam mais de perto a carreira do Careca, dizem que ele foi até superior ao Romário”, e lançou a pergunta no ar. PELAMORDEDEUS! Até a mãe do Careca sabe que o Romário foi muito mais craque. E olha que, justiça seja feita, Careca foi um dos maiores centroavantes que Brasil já teve. Só que o Romário foi o maior centroavante da história do futebol, parceiro. Quer comparar Romário com qualquer outro atacante, compare, pois: número de gols/média de gols pela seleção/títulos/artilharia em principais torneios. Faça isso e a coisa ficará constrangedora para Careca e demais excelentes atacantes que o futebol já teve. Há que se tomar mais cuidado quando se fala de Romário, André. Lembre-se do que disse Papai do Céu, “esse é o cara”.

Fabiano Rampazzo

Adriano no São Paulo 8

abr17

O comentarista Flavio Prado declarou, mais de uma vez, nos microfones da rádio Jovem Pan e no programa Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta, que o jogador Adriano precisava muito mais do São Paulo do que o São Paulo dele. Disse também, que o clube do Morumbi tinha o titular Aloísio e não precisava de um atacante com as características do Imperador. Muito bem.

Só que… nos recentes e decisivos jogos do São Paulo pela Libertadores da América e Campeonato Paulista foi ele, Adriano, o dispensável, o fiel da balança. Nos últimos 8 jogos, Adriano estufou as redes em 7 oportunidades.

Quem precisa de quem, Flávio?

Miguel Archanjo Neto

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