jul30
No Arena Sportv desta segunda-feira muito se falou sobre Ronaldinho Gaúcho e suas fases oscilantes. Em dado momento, o apresentador e narrador Cléber Machado disse, seguro de si, com ênfase e entonação, que na Copa de 2006 “o Ronaldinho Gaúcho tinha que ter sido sacado no intervalo do jogo contra a Austrália”. Como é que é, Cléber? Por que você esperou dois anos para dizer isso? Por que não disse isso na hora, durante a Copa? Durante a Copa ninguém questionava a presença de Ronaldinho Gaúcho, ao contrário, enalteciam ao máximo, dizendo que uma hora ele iria arrebentar! Aí, agora, dois anos depois, Cléber Machado vem e diz isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo? Meudeusdocéu! Como o Cléber Machado é sabido, não? Ser comentarista de futebol é ou não é a profissão mais fácil do planeta?
Fabiano Rampazzo
jul18
Alberto Bial (irmão do Pedro BBB), comentarista do Sportv, disse, horas antes da finalíssima da Libertadores, que seria impossível o Fluminense perder o título. Durante esta semana, o jornalista, que comentava o Pré-olímpico de basquete, disse ter certeza absoluta de que o Brasil passaria pela Alemanha e que iria para as Olimpíadas de Pequim. Olha, tudo bem um jogador ou um torcedor ser otimista ao extremo, mas um comentarista? Que exagero, hein seu Alberto! Espero apenas que ele poupe-nos desses comentários e dessas “certezas” nas competições olímpicas, caso contrário corremos sério risco de voltarmos sem nenhuma medalha de Pequim.
Fabiano Rampazzo
jul15
Na sua coluna, ontem, 14 de julho, no caderno de esportes da Folha de São Paulo, José Geraldo Couto fez uma referência a uma comida de bola que um jornalista da Globo deu ao entrevistar o ex-técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira. São exemplos como esse que mostram quanto a proposta do blog é importante para uma cobertura jornalistica mais verdadeira e sem firula.
Abaixo segue o texto da coluna de José Geraldo Couto.
“Foi engraçado ver Parreira no Esporte Espetácular da Globo, ontem, dizer que alguns atletas (leia-se Ronaldo e Adriano) não tinham a forma física necessária para disputar a Copa de 2006. Bem que o entrevistado poderia ter indagado: Então, por que você os escalou? Ou, mais sucintamente: onde você estava mesmo?”
Daniel Palma Lissoni
jul11
Em entrevista coletiva após a partida de ontem, contra o Figueirense, Alex Mineiro, atacante do Palmeiras, foi questionado por uma repórter: “Se você pudesse escolher entre rever, no próximo domingo, contra o São Paulo, o jogo em que o Palmeiras perdeu por 2 X 1 ou o que venceu por 2 x 0, qual você escolheria?” Alex Mineiro franziu a testa como que pensando “será que eu entendi bem a pergunta” e assumiu a dúvida para a repórter, ao que ela repetiu: “no próximo domingo você prefere repetir qual dos últimos dois jogos contra o rival: a vitória ou a derrota?”
Caro leitor, cara leitora. Preciso comentar? Qual seria a próxima pergunta desta repórter? “Você preferia ser bonito ou feio? Você quer acordar amanhã vivo ou morto?”
A próxima vez que eu escutar de alguém que a escória das salas de aula das faculdades de jornalismo vai para o futebol serei obrigado a concordar.
Ps: a entrevista foi veiculada pelo canal Sportv e a repórter, mulher, e seu veículo, não foram identificados. Se sou eu o chefe desta repórter, na boa, é justa causa.
Fabiano Rampazzo
jul11
Ainda a final da Libertadores: Nosso amigo José Roberto Wright, comentarista de arbitragem da TV Globo, na transmissão da final entre Fluminense e LDU lançou as seguintes pérolas (sim fomos presenteados com uma dose dupla): “Ô Luis, esse goleiro da Liga Esportiva, o tal de Cavallos…né?” Meu Deus! Não seria Liga Deportiva, de LDU? Ou Wright pensa que é LEU?) E, quanto ao goleiro, tadinho do rapaz, confundido com um grupo eqüino? Na hora o locutor o corrigiu e disse: “Cevallos, Wright…”
Tá certo que nem todo mundo é obrigado a decorar nome de jogador, ainda mais ser for um gringo, mas final de Libertadores, jogo histórico, dá uma olhadela antes de falar, certo Wright! Amarelo pro senhor.
Cadu Cortez
jul7
Na edição de quarta-feira do CBN Esporte Clube, antes da final da Libertadores, Juca Kfouri chamou Renato Maurício Prado para comentar e, em seguida, desabafou. Disse que a elitização da torcida no futebol brasileiro era uma coisa que o angustiava: ”Já é um fato aparentemente irrecorrível. A imagem é a seguinte: eu conto nos dedos de uma mão o número de negros que eu consigo identificar no Maracanã”, afirmou. Essa doeu. Inconformada, perguntei para o motorista ao meu lado se ele tinha escutado o mesmo que eu. Sim, ficamos revoltados. Deixa ver se entendi bem. Não existe branco pobre, Juca? Se for negro é povão, se for branco é elite? É isso? Em que País você vive, Juca? Porque no Brasil o que mais se vê, nos estádios ou fora deles, são brancos pobres, meu querido. Mas, para ele, Juca, parece que os negros são o critério utilizado para identificar se um público é ou não elitizado. Então tá. Cada um merece a imprensa que tem. Para quem quiser escutar, clique aqui.
jul1
Ontem no programa Bem Amigos do Sportv, o comentarista Paulo César Vasconselos mandou essa pérola: “quando o jogo começa quem reseolve são os jogadores”. Brilhante observação, não acham?
Quando uma criança corre atrás da bola no corredor de casa, ou em uma pelada entre amigos e até numa final de Copa do Mundo, quando o jogo começa quem resolve são os jogadores. Sempre foi e sempre será assim. Só quem nunca deu um mísero chute em uma bola pode fazer um comentário desse tipo.
Daniel Palma Lissoni