histórico setembro 2008

Imprensa esportiva brasileira é firula pura 1

set16

No texto de José Geraldo Couto na Folha de São Paulo, do dia 13 de Setembro, ele comprova a nossa (blogsemfirula) tese que a imprensa esportiva brasileira não trata o esporte com a devida crítica que o assunto merece. Na sua maioria, a imprensa, quer mais agradar do que criticar. Ainda bem que existem alguns jornalistas que compartilham dessa mesma opinião. Segue abaixo o texto do colunista da Folha.

Daniel Palma Lissoni

Hora do recreio

JOSÉ GERALDO COUTO


Com poucas exceções, a televisão brasileira encara o noticiário esportivo como brincadeira de crianças

POR ALGUM motivo, com as raras exceções de praxe, a televisão brasileira trata o aficionado do esporte como uma criança de no máximo dez anos de idade. Pode prestar atenção: nos telejornais da emissora hegemônica, quando vai falar de esportes, o locutor ou locutora abre o sorriso como se dissesse “hora do recreio, meninos”.

Fátima Bernardes, por exemplo. Depois de narrar com expressão tensa as desgraças do mundo, ela descontrai o rosto numa fração de segundo e diz: “E agora, o futebol”. É a senha. Parece estar chamando o espectador para uma conversa amena sobre as traquinagens dos filhos. Em seguida, entram repórteres engraçadinhos fazendo piadas e trocadilhos constrangedores. E os noticiários esportivos das outras emissoras, como sempre, copiam.

Reportagens investigativas, informações incômodas, questionamento do poder? Nem pensar. Melhor alimentar o culto à celebridade, promover enquetes tolas, esconder os problemas. Os profissionais envolvidos, a começar pela simpática e competente Fátima, não são evidentemente os responsáveis por isso. Cumprem simplesmente uma orientação geral de suas empresas.

Nada contra o humor, muito pelo contrário. O “Cartão Verde”, da TV Cultura, o “Rock Gol”, da MTV, e as incursões esportivas da turma do “CQC”, da Bandeirantes, costumam ser muito engraçados.
A diferença, a meu ver, é que o humor desses programas “periféricos” é crítico, independente, muitas vezes iconoclasta. O que irrita é o humor oficial, a favor, que nunca deixa de ser pueril.

O esporte tem, inegavelmente, um aspecto de refresco em meio às catástrofes do planeta. Mas isso não impede que seja tratado de forma adulta, crítica e inteligente. Mas talvez o problema seja mais amplo. Na nossa TV aberta, já faz tempo que o jornalismo como um todo é um mero ramo do entretenimento. A informação é secundária.A reflexão, quase uma ofensa. Na cobertura esportiva, essa sorridente tendência obscurantista só se exacerba. É mais atual do que nunca a frase do Millôr: “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Assustado! 2

set8

Mais uma vez, Ronaldinho Gaúcho é mote para um post aqui no Blog Sem Firula. E isso vai continuar enquanto jornalistas continuarem dizendo absurdos e não dizendo o invisível óbvio ululante (como diria o falecido Nelson). E o que o jornalista Lédio Carmona disse nesta segunda, no Arena Sportv, me deixou muito, muito assustado. Questionado sobre a presença de Ronaldinho Gaúcho na seleção, ele disse que sim, que a presença de Gaúcho é imprescindível, porque ele chama a atenção, é o jogador mais conhecido, dá mais autógrafos que o Luís Fabiano e é uma referência importante para a seleção. Nas Olimpíadas, por exemplo, justificou Lédio, Ronaldinho causou frisson em Pequim, e a seleção não pode abrir mão de um jogador assim.

É brincadeira? Será que eu ouvi direito? É possível um cara que trabalha com isso, que vive disso, dizer algo assim? Qual seria o meio-campo ideal para Lédio Carmona? Ronaldinho, Rodrigo Santoro, Carmem Miranda e Tom Jobim? Seria um meio campo estrelar, não é não, Lédio?

Fabiano Rampazzo

Só de curiosidade 3

set2

Os jornais Folha de São Paulo e Jornal da Tarde de hoje, 2 de Setembro, estampam em sua capa a venda de Robinho do Real Madrid para o Manchester City. O curisoso é ver que na Folha o valor da transação foi de R$ 100,73 milhões enquanto no JT, deu que Robinho foi vendido por R$ 96,5 milhões. Evidente que o erro foi de conversão do valor em moeda estrangeira (Libra ou Euro) para Real. Então pergunto: por que os jornais não divulgam o valor em moeda da transação ao invés de tentar acertar a conversão para valores da nossa moeda? No mínimo evitariam um erro desses.

Daniel Palma Lissoni

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