out21
Longe de mim diminuir a capacidade de uma mulher, cantora, comentar e enxergar o futebol. Mas me admirou muito o fato de que Luíza Possi, filha da Zizi, que esteve ontem no programa Bem, amigos, do canal Sportv, seja capaz de dizer e definir o principal problema da seleção brasileira enquanto eles, Renato Maurício Prado, Paulo César Vasconcelos, Caio Ribeiro, Alberto Helena Jr. e Luiz Roberto, não são! “O que me incomoda é que a seleção, de brasilidade, tem muito pouco. Não se vê no semblante dos jogadores aquela vontade de ganhar, eles não parecem ficar chateados, se preocupar com aquilo”, disse Luíza, pontuando o maior problema de nossa seleção há alguns anos: a falta de identidade com a torcida. No mesmo programa, Renato Maurício Prado disse que a seleção se divorciou da torcida, mas não disse o porquê! Se não é Luíza vir ao microfone dar luz às trevas… Repito, minha perplexidade não é com o fato dela ter enxergado isso. Mas tem cabimento ter que vir uma cantora dizer num programa esportivo o que esses firulentos que trabalham com isso não conseguem?
Fabiano Rampazzo
out17
No Arena Sportv desta sexta-feira discutiu-se muito a crise e falência dos clubes do Brasil e do mundo. Em dado momento, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, disse claramente que os salários pagos aos jogadores hoje são irreais e que prejudicam os clubes. “Eu quero pagar menos! O Corinthians quer pagar menos! Do jeito que está não tem como”, disse Juvenal, dando a deixa para uma fundamental discussão e questionamento dos absurdos salários que os jogadores recebem, sobre a possibilidade de se determinar um teto em todos os clubes do País e, claro, sobre responsabilidade e comprometimento com o próprio torcedor - afinal que identidade pode haver entre um centroavante que ganha 400 mil e seus fãs que vivem de um salário mínimo? (Caro internauta. A quantia que você, que está lendo este post agora, recebe em 20 anos de trabalho, tem jogador que recebe num mês!). Legal… e você acha que algum jornalista do programa fez algum comentário sobre isso?
Fabiano Rampazzo
out16
Na última quarta-feira a seleção jogou mal, bem mal, e mais uma vez empatou em casa num insosso 0 X 0. O futebol não fluiu mesmo, faltam opções táticas e técnicas para nosso time vencer um adversário que marca bem e isso não se discute. Agora, isso justifica a torcida presente no Maracanã gritar “olé” quando a Colômbia tocava a bola? Que brasileiros são estes?
Ao final do primeiro tempo (eu disse do PRIMEIRO TEMPO) um grito de “olé” acompanhou o toque de bola colombiano que quase resultou em gol. Se a bola tivesse entrado, os brasileiros comemorariam o gol da Colômbia? É isso? Lá pelas tantas, o narrador Kléber Machado deu aval à manifestação da torcida, “o torcedor que sai de casa, pega a condução, vem até o estádio, vai chiar mesmo”. Desculpe, mas ninguém obrigou esse torcedor a ir ao estádio, ele que ficasse em casa! O torcedor que vai ver seu time no estádio não está fazendo um favor para o time, so sorry, ele está indo lá para torcer! Se eu estivesse lá gritaria Brasil até o fim do jogo! Depois, sim, iria na porta do ônibus cobrar técnico e jogadores. Mas, durante a partida, precisando dos três pontos, não posso admitir um torcedor, que se diz brasileiro, torcer por um gol da Colômbia.
Fiquei triste com o futebol apresentado pela seleção de meu País, mas muito mais triste ainda com a postura das “famílias” (estas que os jornalistas tanto pedem ao estádios, e que estavam lá), que se dizem brasileiras. Se o estádio estivesse com portões fechados talvez tivéssemos ganho o jogo.
Fabiano Rampazzo
out14
Kaká e Robinho foram homenageados hoje no Maracanã. Kaká colocou seus pés na calçada da fama e Robinho pelos seus dribles ganhou um painél de fotos. Agora pergunto a você, o que eles já ganharam pela seleção? O que fizeram na última Copa do Mundo? E nas Olimpíadas? Você deve estar começando a entender a minha indignação. Nem uma longa história pela seleção os dois têm para justificar tal homenagem. Kaká estava em 2002 mas como reserva e Robinho mal jogou uma Copa do Mundo inteira. Agora eles terão que justificar essa “fama” toda ganhando alguma coisa mais importante que Copa América. Concordam?
Daniel Palma Lissoni