categoria EU PROTESTO!

Que País estou? 0

jun20
A ‘babação à Copa dos Campeões
Na cobertura pós jogo de Brasil e Costa do Marfin pela Copa do Mundo na África do Sul, a repórter do canal Sportv, Mariana Cartier cobria a festa da torcida em um bar da Vila Madalena, quando soltou essa pérola: “Estamos aqui no bar Boleiros, na Vila Madalena, um lugar tradicional que os torcedores vem assistir a seleção e a Copa dos Campeões”.
Será que escutei direito? Como assim a Copa dos Campeões? Parece que torcemos para Milan, Real Madrid, Chelsea e Cia. Claro que hoje vemos mais camisas de times europeus pelas ruas brasileiras, mas se encontra ainda muito mais camisetas dos times nacionais. Claro que os videogames ajudam a divulgar o futebol europeu, ok. Porém o que não precisamos é de jornalistas citando a Copa dos Campeões como se fosse uma competição mais importante que o Campeonato Paulista, Copa do Brasil, que o Brasileirão ou que a Libertadores para os torcedores brasileiros. Qualquer uma dessas competições leva mais emoção e torcedores dos seus times aos bares da cidade por uma razão clara, são seus clubes do coração e não somente da telinha do Playstation.

Na cobertura pós-jogo de Brasil X Costa do Marfin a repórter do canal Sportv, Joana de Assis, cobria a festa da torcida em um bar da Vila Madalena, em São Paulo, quando soltou essa pérola: “Estamos aqui no bar Boleiros, na Vila Madalena, um lugar tradicional em que os torcedores vêm assistir à Seleção e à Copa dos Campeões”.

Será que escutei direito? Como assim a Copa dos Campeões? Parece que aqui no BR torcemos para Milan, Real Madrid, Chelsea e Cia. Tudo bem que os videogames ajudam a divulgar o futebol europeu, muita gente realmente segue esses campeonatos, mas daí uma jornalista citar a Copa dos Campeões como se fosse uma competição mais importante que o Campeonato Paulista, Copa do Brasil, que o Brasileirão ou que a Libertadores para os torcedores brasileiros tem um abismo! Qualquer uma dessas competições leva mais emoção e torcedores dos seus times aos bares da cidade por uma razão clara: são seus clubes do coração e não somente da telinha do Playstation. Espero que o chefe de Mariana tenha chamado sua atenção, por favor!

Daniel Palma Lissoni

Tapar o Morumbi com a peneira 3

jun17

O absurdo não é o Morumbi estar fora da Copa, o absurdo é a principal cidade do País, que leva (sim, ainda leva) a economia do País nas costas, não ter UM mísero estádio capaz de abrigar um grande evento internacional. Quem andou governando a cidade e o Estado nos últimos 30 anos mesmo?

Aí, vejo este post aqui no Blog da Copa, um bom blog (vale dizer) que o IG hospeda.

Abaixo o comentário que fiz no supracitado blog:

Desculpe, Flávio, mas seu post foi infeliz nos 3 pontos:

1) E daí que com um estádio para o Corinthians o Pacaembu virará um peso morto? Então o Pacaembu é um fado que o Corinthians tem que carregar para o resto da vida? Se o Corinthians tiver um novo estádio o Pacaembu que se reinvente (mandando jogos do Santos na Capital, por exemplo). O que não pode é vc achar que é obrigação do Corinthians cuidar do Pacaembu para sempre.

2) Qual o problema de um estádio público, para São Paulo, ser construído com dinheiro público? Juro que não entendi essa. Se for para o Corinthians, aí sim, há q se pensar uma alternativa, como a torcida bancando isso. Mas, se for público, ora, público é público. Ou não?

3) O Morumbi é um estádio bem antigo, obsoleto e com graves problemas estruturais (como falta de estacionamento e péssimos ângulos de visão do gramado). Já viu jogo lá? Vou há mais de 25 anos no Morumba, de LONGE o pior estádio da cidade. Você está, no mínimo, mal informado quando diz que “O Morumbi está bom demais para fazer dois ou três ou quatro jogos de Copa do Mundo.”

Fabiano Rampazzo

Melhor jogador do mundo? Do mundo? 6

dez22

Não, minha birra não é com o Messi. Não é esta a discussão que quero levantar aqui. O que motiva este post é o fato de, desde que existe esta eleição de Melhor Jogador do Mundo, pela Fifa, apenas jogadores do futebol europeu concorrerem. Como assim? E o Brasil? E os jogadores que atuam aqui, que jogam o Brasileirão, por que nunca (e eu disse NUNCA) entraram? Quem é o País pentacampeão? Quem tem 5 estrelas no peito? A Espanha?

Ok, concodo que este ano nenhum jogador brilhou nos gramados brasileiros a ponto de justificar sua presença na festa. Mas, se houvesse, não teria concorrido da mesma forma. Percebem a incoerência? Recentemente, Tevez, em 2005, e Robinho, em 2003 e 2004, jogaram mais que o terceiro colocado da eleição da Fifa, em seus respectivos anos, mas assim… de looooonge!

E nenhum jornalista apontou isso. Não ouvi ninguém propor que a Fifa mude o nome do prêmio para o Melhor Jogador da Europa.

Fabiano Rampazzo

Fim dos clássicos: a culpa é do São Paulo F.C. 5

fev13

Sem firula: a culpa pelo fim dos clássicos em estádios que dividiam torcidas em São Paulo é do São Paulo Futebol Clube. Ponto. Há aproximadamente 10 anos os clássicos envolvendo os três grandes times da capital (Corinthians, Palmeiras e São Paulo) eram disputados sem qualquer problema no Morumbi, por ser o maior dos palcos. Ponto de novo. E isso era ótimo para o São Paulo, que mesmo quando não era o mandante faturava mais por ser dono do estádio. Só que, de 10 anos pra cá, o São Paulo resolveu determinar que sua torcida ficasse no melhor setor do estádio (a arquibancada azul, que fica de frente para as câmeras de TV) independente de quem fosse o mandante do jogo; resolveu dificultar a venda de ingressos para torcida adversária, disponibilizando menos guichês (falo do número de guichês, não de ingressos) para os torcedores rivais; ou seja, ir ao morumbi torcer para o Corinthians ou Palemeiras ficou mais difícil do que era antes. E então, o que fez o Palmeiras? Coerentemente começou a mandar os jogos contra o São Paulo no Parque Antártica. Claro. Só que o SPFC ficou bravinho com isso e resolveu descontar no Corinthians. E o Corinthians certamente vai descontar no São Paulo no próximo jogo entre as equipes, jogando a partida para o Pacaembu e disponibilizando míseros 3 mil ingressos para os são-paulinos. Resultado: fim dos clássicos. Um absurdo inadjetivável.

Mas que fique claro que o culpado disso é o São Paulo, que desencadeou esse processo lá atrás. Fato que nenhum jornalista mencionou, não por covardia, mas certamente por não saberem mesmo.

Fabiano Rampazzo

Imprensa espanhola traz a verdade sobre Ronaldinho Gaúcho 6

fev4

No portal do Terra de hoje foi ao ar uma matéria comentando outra matéria de um jornal espanhol, Sport, que apurou que o Ronaldinho Gaúcho está encostado no Milan desde a chegada de David Beckhan.  O jornal chega a chamá-lo de um “cadáver futebolístico”.

Agora me pergunto, por que nenhum outro veículo da imprensa nacional, nenhum jornai, as revista esportiva, nem mesmo os comentaristas da televisão falaram desse assunto? Ainda mais agora que Ronaldinho Gaúcho voltou para seleção. O que a imprensa nacional espera para apurar esse fato? Um outro fracasso dele com a camisa da seleção?

Daniel Palma Lissoni

Segue o link do Terra:

Ronaldinho é chamado de cadáver futebolístico por catalães


Kléber Machado, o contador de histórias 2

nov13

Quando vê uma partida de futebol pela TV, você gosta de saber que jogador do seu time deu aquele passe errado que gerou um contra-ataque adversário, qual dominou mal e deixou a bola sair pela lateral, quem fez aquele desarme na hora certa, quem atrasou o jogo na hora errada? Gosta? Esqueça isso tudo se esta partida for transmitida por Kléber Machado, narrador da Rede Globo. Para Kléber, tudo é ou pode ser mais importante que o jogo. O corte de cabelo dos jogadores, as contratações do clube, a roupa do juiz, os convidados do Domingão do Faustão, tudo isso é dito no mesmo instante em que o jogo rola solto na tela de seu televisor. Reparem, ele se volta para a partida só quando a bola ultrapassa a intermediárea, lances de meio-de-campo ou nas laterais são desprezíveis. Às vezes, parece até que ele tem dificuldade para identificar o nome do jogador. Mas o motivo, em verdade, é o que menos importa, pois ele (o motivo) se apequena diante do fato: Kléber Machado fala a transmissão inteira e não narra o jogo de futebol.

Fabiano Rampazzo

Brasileiras e brasileiros? 2

out16

Na última quarta-feira a seleção jogou mal, bem mal, e mais uma vez empatou em casa num insosso 0 X 0. O futebol não fluiu mesmo, faltam opções táticas e técnicas para nosso time vencer um adversário que marca bem e isso não se discute. Agora, isso justifica a torcida presente no Maracanã gritar “olé” quando a Colômbia tocava a bola? Que brasileiros são estes?

Ao final do primeiro tempo (eu disse do PRIMEIRO TEMPO) um grito de “olé” acompanhou o toque de bola colombiano que quase resultou em gol. Se a bola tivesse entrado, os brasileiros comemorariam o gol da Colômbia? É isso? Lá pelas tantas, o narrador Kléber Machado deu aval à manifestação da torcida, “o torcedor que sai de casa, pega a condução, vem até o estádio, vai chiar mesmo”. Desculpe, mas ninguém obrigou esse torcedor a ir ao estádio, ele que ficasse em casa! O torcedor que vai ver seu time no estádio não está fazendo um favor para o time, so sorry, ele está indo lá para torcer! Se eu estivesse lá gritaria Brasil até o fim do jogo! Depois, sim, iria na porta do ônibus cobrar técnico e jogadores. Mas, durante a partida, precisando dos três pontos, não posso admitir um torcedor, que se diz brasileiro, torcer por um gol da Colômbia.

Fiquei triste com o futebol apresentado pela seleção de meu País, mas muito mais triste ainda com a postura das “famílias” (estas que os jornalistas tanto pedem ao estádios, e que estavam lá), que se dizem brasileiras. Se o estádio estivesse com portões fechados talvez tivéssemos ganho o jogo.

Fabiano Rampazzo

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