categoria JORNAIS

Os jornalistas brasileiros e a fama dos clubes europeus 2

mar2

Já ví algumas reportagens sobre o sucesso que os times europeus tem, junto aos jovens brasileiros. Culpam os games, a exportação dos melhores jogadores e até a violência nos estádios, que afugenta nossos jovens torcedores dos nossos estádios. O que me intriga é o fato de nenhum jornalista assumir sua parcela de culpa sobre essa questão. É só ligar a tv e perceber o quanto se fala dos times europeus hoje em dia. É Milan pra cá, Manchester United para lá, é o clássico Barcelona x Real Madrid, e por aí vai. Um exemplo disso foi a entrevista de Alexandre Pato e do Thiago Silva para o Galvão Bueno, no programa Bem Amigos, do Sportv, dessa segunda-feira. Foi uma babação de ovos para os estúdios do Milan, local da entrevista, que ficou constrangedor até para a Globo. Já que os estúdios do Milan são essa maravilha toda, porque o Galvão Bueno não fica por lá para narrar o campeonato italiano de uma vez?

Daniel Palma Lissoni

Privilégio mexicano 1

dez23

Na última segunda-feira, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, a jornalista, ciclista e ex-candidata Soninha elegeu o Mundial Interclubles, disputado todo final de ano no Japão, como tema central e único para sua crônica. Ali, ela questiona diversos pontos, compara a Champions League com a Libertadores, fustiga a falta de interesse da imprensa e público do Brasil quando não há um clube brasuca envolvido, relembra antigos formatos, em suma, Soninha propõe um oportuno e esclarecido debate sobre esta importantíssima competição (talvez a maior delas) para os clubes e torcedores de futebol. Mas, surpreendentemente, deixou de falar do maior dos absurdos deste Mundial: a presença de uma equipe mexicana. Como pode as equipes do México disputarem a Libertadores da América e, mesmo indo mal nessa competição, terem uma vaga garantida no Mundial? O que México tem que os outros países do mundo não têm (além de mexicanos)?  Não vi nenhum – e nenhuma - jornalista de qualquer mídia falar disso. Talvez nem tenham percebido… Nem Soninha percebeu… Vejam, se os mexicanos têm vaga garantida no Mundial, por que vêm meter o bedelho na Libertadores da América, competição organizada pela Conmebol? Ou uma coisa ou outra, muchachos! Eles que fiquem lá em cima, como fazem, aliás, nas Eliminatórias para a Copa. Quer dizer, quando convém, eles são norte-americanos. É brincadeira! Dá pra entender um absurdo desses? Pior do que isso é a alienação da imprensa, nem mesmo em uma crônica que se propôs a falar só do Mundial Interclubes isso foi observado.

Fabiano Rampazzo

STI F.C 3

nov2

Assistindo ao jogo entre Palmeiras e Santos, algo me incomodava durante a transmissão, e logo pecebi o que era, o logo do patrocinador da camisa do Santos, a STI Informática. É de uma falta de proporcionalidade, deve ser umas 5 vezez maior que o escudo santista e ainda fica acima do peito, para não ter chance de não aparecer na televisão. Chega a ser grosseiro.  Será que torcedor santista não tem a mesma impressão? O que não entendo é como o clube deixa isso acontecer, porque não duvido que alguns torcedores deixaram de comprar a camisa oficial por conta disso, um verdadeiro anti-marketing. E ninguém diz nada.

Daniel Palma Lissoni

Imprensa esportiva brasileira é firula pura 1

set16

No texto de José Geraldo Couto na Folha de São Paulo, do dia 13 de Setembro, ele comprova a nossa (blogsemfirula) tese que a imprensa esportiva brasileira não trata o esporte com a devida crítica que o assunto merece. Na sua maioria, a imprensa, quer mais agradar do que criticar. Ainda bem que existem alguns jornalistas que compartilham dessa mesma opinião. Segue abaixo o texto do colunista da Folha.

Daniel Palma Lissoni

Hora do recreio

JOSÉ GERALDO COUTO


Com poucas exceções, a televisão brasileira encara o noticiário esportivo como brincadeira de crianças

POR ALGUM motivo, com as raras exceções de praxe, a televisão brasileira trata o aficionado do esporte como uma criança de no máximo dez anos de idade. Pode prestar atenção: nos telejornais da emissora hegemônica, quando vai falar de esportes, o locutor ou locutora abre o sorriso como se dissesse “hora do recreio, meninos”.

Fátima Bernardes, por exemplo. Depois de narrar com expressão tensa as desgraças do mundo, ela descontrai o rosto numa fração de segundo e diz: “E agora, o futebol”. É a senha. Parece estar chamando o espectador para uma conversa amena sobre as traquinagens dos filhos. Em seguida, entram repórteres engraçadinhos fazendo piadas e trocadilhos constrangedores. E os noticiários esportivos das outras emissoras, como sempre, copiam.

Reportagens investigativas, informações incômodas, questionamento do poder? Nem pensar. Melhor alimentar o culto à celebridade, promover enquetes tolas, esconder os problemas. Os profissionais envolvidos, a começar pela simpática e competente Fátima, não são evidentemente os responsáveis por isso. Cumprem simplesmente uma orientação geral de suas empresas.

Nada contra o humor, muito pelo contrário. O “Cartão Verde”, da TV Cultura, o “Rock Gol”, da MTV, e as incursões esportivas da turma do “CQC”, da Bandeirantes, costumam ser muito engraçados.
A diferença, a meu ver, é que o humor desses programas “periféricos” é crítico, independente, muitas vezes iconoclasta. O que irrita é o humor oficial, a favor, que nunca deixa de ser pueril.

O esporte tem, inegavelmente, um aspecto de refresco em meio às catástrofes do planeta. Mas isso não impede que seja tratado de forma adulta, crítica e inteligente. Mas talvez o problema seja mais amplo. Na nossa TV aberta, já faz tempo que o jornalismo como um todo é um mero ramo do entretenimento. A informação é secundária.A reflexão, quase uma ofensa. Na cobertura esportiva, essa sorridente tendência obscurantista só se exacerba. É mais atual do que nunca a frase do Millôr: “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Sem firula neles! 4

jul15

Na sua coluna, ontem, 14 de julho, no caderno de esportes da Folha de São Paulo, José Geraldo Couto fez uma referência a uma comida de bola que um jornalista da Globo deu ao entrevistar o ex-técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira. São exemplos como esse que mostram quanto a proposta do blog é importante para uma cobertura jornalistica mais verdadeira e sem firula.

Abaixo segue o texto da coluna de José Geraldo Couto.

“Foi engraçado ver Parreira no Esporte Espetácular da Globo, ontem, dizer que alguns atletas (leia-se Ronaldo e Adriano) não tinham a forma física necessária para disputar a Copa de 2006. Bem que o entrevistado poderia ter indagado: Então, por que você os escalou? Ou, mais sucintamente: onde você estava mesmo?”

Daniel Palma Lissoni

Se for branco é rico 2

jul7

Na edição de quarta-feira do CBN Esporte Clube, antes da final da Libertadores, Juca Kfouri chamou Renato Maurício Prado para comentar e, em seguida, desabafou. Disse que a elitização da torcida no futebol brasileiro era uma coisa que o angustiava: ”Já é um fato aparentemente irrecorrível. A imagem é a seguinte: eu conto nos dedos de uma mão o número de negros que eu consigo identificar no Maracanã”, afirmou. Essa doeu. Inconformada, perguntei para o motorista ao meu lado se ele tinha escutado o mesmo que eu. Sim, ficamos revoltados. Deixa ver se entendi bem. Não existe branco pobre, Juca? Se for negro é povão, se for branco é elite? É isso? Em que País você vive, Juca? Porque no Brasil o que mais se vê, nos estádios ou fora deles, são brancos pobres, meu querido. Mas, para ele, Juca, parece que os negros são o critério utilizado para identificar se um público é ou não elitizado. Então tá. Cada um merece a imprensa que tem. Para quem quiser escutar, clique aqui.

Manuela Rahal

A Folha e seus erros de informação 1

jun7

Sábado passado, dia 31 de maio, o caderno de esportes da Folha informava que o jogo do Corinthians contra o Fortaleza seria transmitido pela Rede Globo. Não foi. Esta sexta-feira, 6 de junho, no mesmo caderno, a Folha informou que o Corinthians jogaria contra o Brasiliense em casa no sábado. Errou de novo, o Corinthians joga nesse momento contra o Barueri, em Jundiaí. E hoje, sábado dia 7 de junho, a Folha informou que a Globo não iria transmitir o jogo. Mais um erro, o Cleber Machado está, neste momento, narrando à partida.

Imaginem o torcedor que leu a Folha ontem, confiou, e foi hoje ao Pacaembu para ver Corinthians e Brasiliense?

Daniel Palma Lissoni

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