categoria PROGRAMAS

Kaká é 10? 1

jun2

Saiu nesta tarde, durante o programa Arena Sportv, a numeração dos jogadores da seleção brasileira. Kaká ficou com a camisa 10. Depois de uma longa explanação sobre grandes craques que já vestiram a camisa 10, os jornalistas presentes no programa concluíram com tranquila certeza, se referindo ao Kaká e à camisa 10: “Está em boas mãos”; “É, está em boas mãos”.

Engraçado, de onde vem esta segurança toda? Digam-me um título da seleção em que o Kaká foi decisivo, um gol importantíssimo, uma sequência de excelentes jogos? Que história tem o Kaká na seleção que justifique essa idolatria toda? Em seu jogo mais importante até hoje com a camisa amarelinha, contra a França, Kaká não acertou um (eu disse UM) passe durante os 90 minutos. Quero poder um dia escrever um post agradecendo tudo o que Kaká fez pelo Brasil, porque até agora este post não chegaria à metade da primeira linha.

Fabiano Rampazzo

Ganso e Neymar fora da seleção 2

mai11

Na entrevista coletiva após a lista dos 23 convocados, após ser questionado sobre a ausência dos aclamados Ganso e Neymar, Dunga lembrou: “vocês pediam esses jogadores na Copa para que eles fossem preparados para 2014. Mas o momento é agora, eu sou cobrado por este momento! Até brinquei com o Jorginho, ‘vamos então levar o meu e o seu filho, já que é para preparar para 2014′”. E nisso Dunga está certíssimo! Moral da história: tem jornalista que fala TANTA besteira que, no fim, acaba dando munição para o Dunga se safar nas entrevistas.

Fabiano Rampazzo

Você sabe as regras do Rali Dakar? 2

jan7
Com o recesso das principais competições no futebol, ganha espaço outra atração esportiva, o Rali Dakar, que este ano acontece, de novo, na Argentina e Chile. Longas matérias sobre o rali nas TVs, jornais e Internet, entrevistas com os brasileiros, todos os ingredientes dispostos de uma excelente cobertura. Ok, mas, alguém já te explicou como aquilo funciona?
Fala-se, fala-se, fala-se e não se fala nada. Ontem perguntei para três pessoas, bem informadas, que acompanham esportes, e nenhuma soube me responder: quem ganha o Rali, quem vence mais etapas? Quantas etapas são? Existe Grid de largada? Onde os pilotos dormem? Por que não aparece uma única ultrapassagem? Carro, caminhão e moto correm no mesmos trechos? Um pode passar por cima do outro? E os carros, vale qualquer um? São de equipes, ou os carros pertencem aos pilotos?
Uma simples artes no esquema FAQ (perguntas mais freqüentes) responderia isso tudo. Custa algum veículo explicar isso para aqueles que não são pós-graduados em Rali? Como eu, e muito provavelmente como você.

Com o recesso das principais competições no futebol, ganha espaço outra atração esportiva, o Rali Dakar, que este ano acontece, de novo, na Argentina e Chile. Longas matérias sobre o rali nas TVs, jornais e Internet, entrevistas com os brasileiros, todos os ingredientes dispostos de uma excelente cobertura. Ok, mas, alguém já te explicou como aquilo funciona?

Fala-se, fala-se, fala-se e não se fala nada. Ontem perguntei para três pessoas, bem informadas, que acompanham esportes, e nenhuma soube me responder: quem ganha o Rali é quem vence mais etapas? Quantas etapas são? Existe Grid de largada? Onde os pilotos dormem? Por que não aparece uma única ultrapassagem? Carro, caminhão e moto correm no mesmos trechos? Um pode passar por cima do outro? E os carros, vale usar qualquer um? São de equipes, ou os carros pertencem aos pilotos?

Uma simples arte, no esquema FAQ (perguntas mais freqüentes), responderia isso tudo. Custa algum veículo explicar isso para aqueles que não são pós-graduados em Rali? Como eu e, muito provavelmente, como você.

Fabiano Rampazzo

Globo Esporte, quá quá quá! 2

jan6
O apresentador Tiago Leifert, do Globo Esporte de São Paulo, ganhou o prêmio Revelação pela Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo, bem como o de melhor apresentador da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2009.
Esse feito se deve a mudança que ele protagonizou no formato do programa esportivo do meio-dia. Evidentemente o programa ficou mais jovial e trouxe uma clara mudança na linguagem. Incorporou os games, a internet, se aproximou mais do público. Mas, apesar dessas positivas mudanças, incorre em um grave erro:
O programa e seu apresentador exageram demais nas piadas. Qualquer informação vira, necessariamente, piada. Não estou criticando o uso das piadas e das brincadeiras, a vida é melhor como humor, mas haja paciência para agüentar tantas piadas em 15 minutos de programa. E a maioria sem graça.
Será que tudo no futebol virou motivo para isso? Será assim em 2010? Legal, engraçado, “jovial”, mas dá para falar das notícias dos times numa boa de vez em quando? Ou vou ter que achar graça em tudo? A seguir assim, ano que vem o Globo Esporte deveria ser inscrito ao prêmio de melhor programa humorístico do ano, junto com o CQC, o Pânico e o Zorra Total.

O apresentador Tiago Leifert, do Globo Esporte de São Paulo, ganhou o prêmio Revelação pela Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo, bem como o de melhor apresentador da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2009.

Esse feito se deve a mudança que ele protagonizou no formato do programa esportivo do meio-dia. Evidentemente o programa ficou mais jovial e trouxe uma clara mudança na linguagem. Incorporou os games, a internet, se aproximou mais do público. Mas, apesar dessas positivas mudanças, incorre em um grave erro:

O programa e seu apresentador exageram demais nas piadas. Qualquer informação vira, necessariamente, piada. Não estou criticando o uso das piadas e das brincadeiras, a vida é melhor como humor, mas haja paciência para agüentar tantas piadas em 15 minutos de programa. E a maioria sem graça.

Será que tudo no futebol virou motivo para isso? Será assim em 2010? Legal, engraçado, “jovial”, mas dá para falar das notícias dos times numa boa de vez em quando? Ou vou ter que achar graça em tudo? A seguir assim, ano que vem o Globo Esporte deveria ser inscrito ao prêmio de melhor programa humorístico do ano, junto com o CQC, o Pânico e o Zorra Total.

Daniel Palma Lissoni

É um grosso de um excelente jogador! 2

dez22

Título estranho o deste post, concordam? Como pode um jogador ser grosso, e ao mesmo tempo um excelente jogador? Pois bem, esse jogador tem nome e sobrenome: Carles Puyol, zagueiro do Barcelona. E foram estes os comentários feitos em duas emissoras, uma de rádio, outra de TV, durante a partida final do Mundial de Clubes da Fifa, entre Barça e Estudiantes. Na Rádio Jovem Pan, Puyol era um grosso. Na TV Bandeirantes, um craque.

Os nomes dos jornalistas, ou se o Puol é grosso ou não, é o menos importante aqui. Quero mesmo é aproveitar o exemplo para discutir a falta de critérios e a maneira irresponsável que toma conta de grande parte da nossa imprensa esportiva. Afinal, o cara é grosso ou craque? Como fica a cabeça do ouvinte/espectador?

Quem nunca ouviu uma análise discrepante durante o intervalo de um jogo, com o canal X dizendo uma coisa e o canal Y dizendo outra, que atire a primeira pedra. Afinal qual canal está certo? Será que o futebol possibilita diferentes análises assim, ou será que este mais um problema do jornalismo esportivo?

Não tenho estas respostas, porém percebo que a maioria dos atuais jornalistas e comentaristas esportivos emite sua opinião sem qualquer responsabilidade. Até porque, não há como o telespectador ou ouvinte questionar. Confortavelmente, semana após semana, continuam as suas análises distintas e autorias.

Contudo, alguns técnicos já começam a se opor. Outro dia, no programa Arena Sportv, Mário Sergio, ex-técnico do Inter- RS, contou um caso de um jornalista que, após uma partida, iniciou uma análise totalmente equivocada, questionando por que o time tinha jogado naquele esquema, e tudo mais. Mário Sérgio disse: “Meu amigo, eu não joguei desta forma, você está completamente equivocado”. Terra de ninguém. Cada um fala o que quer.

O público deveria questionar mais. Com a internet, blogs e comentários abertos, a cobrança sobre os comentaristas e jornalistas esportivos já está aumentando. Afinal, o Puyol não pode ser ao mesmo tempo um grosso e baita jogador, concordam?

Daniel Palma Lissoni

Galvão, qual é a sua cara? 3

abr1

Brasil e Equador no último domingo foi narrado por Galvão Bueno na TV Globo como mais um jogo, em que o Brasil não jogava bem, principalmente por causa da altitude da cidade de Quito. Na visão dele, os jogadores brasileiros não tinham muita culpa, e até se esforçavam para se encaixarem ao jogo mas lá estava a altitude para atrapalhar mais uma bola lançada com muita força para fora. E Ronaldinho Gaúcho? Pela narração do Galvão, fez uma partida até que razoável. Não é que na segunda feira, no programa Bem Amigos, da Sportv, esse mesmo narrador desceu a lenha na seleção, disse que ninguém jogou nada, menos o goleiro Júlio César. Falou também que o Ronaldinho Gaúcho não deveria ser mais convocado. Dá para acreditar nisso? Quem viu o jogo e o programa de segunda-feira deve ter percebido a total falta de coerência do narrador da Globo. Afinal, qual a verdadeira cara do Galvão Bueno? Aquela que elogia a seleção para milhões de brasileiros, mesmo esta não jogando absolutamente nada? Ou a cara do âncora da Sportv, que se dá ao luxo de meter bronca, só porque meia duzia de gatos pingados estão vendo o programa da tv a cabo? Afinal, qual é a tua cara Galvão?

Daniel Palma Lissoni

Os jornalistas brasileiros e a fama dos clubes europeus 2

mar2

Já ví algumas reportagens sobre o sucesso que os times europeus tem, junto aos jovens brasileiros. Culpam os games, a exportação dos melhores jogadores e até a violência nos estádios, que afugenta nossos jovens torcedores dos nossos estádios. O que me intriga é o fato de nenhum jornalista assumir sua parcela de culpa sobre essa questão. É só ligar a tv e perceber o quanto se fala dos times europeus hoje em dia. É Milan pra cá, Manchester United para lá, é o clássico Barcelona x Real Madrid, e por aí vai. Um exemplo disso foi a entrevista de Alexandre Pato e do Thiago Silva para o Galvão Bueno, no programa Bem Amigos, do Sportv, dessa segunda-feira. Foi uma babação de ovos para os estúdios do Milan, local da entrevista, que ficou constrangedor até para a Globo. Já que os estúdios do Milan são essa maravilha toda, porque o Galvão Bueno não fica por lá para narrar o campeonato italiano de uma vez?

Daniel Palma Lissoni

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