categoria Bem, amigos!

Galvão, qual é a sua cara? 3

abr1

Brasil e Equador no último domingo foi narrado por Galvão Bueno na TV Globo como mais um jogo, em que o Brasil não jogava bem, principalmente por causa da altitude da cidade de Quito. Na visão dele, os jogadores brasileiros não tinham muita culpa, e até se esforçavam para se encaixarem ao jogo mas lá estava a altitude para atrapalhar mais uma bola lançada com muita força para fora. E Ronaldinho Gaúcho? Pela narração do Galvão, fez uma partida até que razoável. Não é que na segunda feira, no programa Bem Amigos, da Sportv, esse mesmo narrador desceu a lenha na seleção, disse que ninguém jogou nada, menos o goleiro Júlio César. Falou também que o Ronaldinho Gaúcho não deveria ser mais convocado. Dá para acreditar nisso? Quem viu o jogo e o programa de segunda-feira deve ter percebido a total falta de coerência do narrador da Globo. Afinal, qual a verdadeira cara do Galvão Bueno? Aquela que elogia a seleção para milhões de brasileiros, mesmo esta não jogando absolutamente nada? Ou a cara do âncora da Sportv, que se dá ao luxo de meter bronca, só porque meia duzia de gatos pingados estão vendo o programa da tv a cabo? Afinal, qual é a tua cara Galvão?

Daniel Palma Lissoni

Os jornalistas brasileiros e a fama dos clubes europeus 2

mar2

Já ví algumas reportagens sobre o sucesso que os times europeus tem, junto aos jovens brasileiros. Culpam os games, a exportação dos melhores jogadores e até a violência nos estádios, que afugenta nossos jovens torcedores dos nossos estádios. O que me intriga é o fato de nenhum jornalista assumir sua parcela de culpa sobre essa questão. É só ligar a tv e perceber o quanto se fala dos times europeus hoje em dia. É Milan pra cá, Manchester United para lá, é o clássico Barcelona x Real Madrid, e por aí vai. Um exemplo disso foi a entrevista de Alexandre Pato e do Thiago Silva para o Galvão Bueno, no programa Bem Amigos, do Sportv, dessa segunda-feira. Foi uma babação de ovos para os estúdios do Milan, local da entrevista, que ficou constrangedor até para a Globo. Já que os estúdios do Milan são essa maravilha toda, porque o Galvão Bueno não fica por lá para narrar o campeonato italiano de uma vez?

Daniel Palma Lissoni

Fenômeno é sem firula 2

jan16

Bem, ao menos nesta resposta a um jornalista, em sua primeira entrevista coletiva como jogador do Corinthians, ele foi. Questionado sobre a influência negativa que sua vida noturna poderia trazer para sua recuperação física, Ronaldo foi categórico: “Se você quiser vivo só de futebol, fico treinando de madrugada e almoço uma bola de futebol. Se quiser a gente vive assim. Tenho certeza que você [jornalista] não vive de madrugada na sua redação. Minha vida pessoal é pessoal e ninguém tem nada a ver com isso. Se fui ao show da Madonna, se vou ao cinema ou jantar, isso não diz respeito a ninguém”. O tema faz lembrar o comentário de Marluce Martins, que certa vez, no Redação Sportv, pediu que os clubes proibissem os jogadores de irem a balada (ver post de 23/maio/2008). Excelente resposta de Ronaldo que, se continuar assim, será convidado a ser um amigo sem-firula.

Fabiano Rampazzo

A verdade de Luíza Possi 4

out21

Longe de mim diminuir a capacidade de uma mulher, cantora, comentar e enxergar o futebol. Mas me admirou muito o fato de que Luíza Possi, filha da Zizi, que esteve ontem no programa Bem, amigos, do canal Sportv, seja capaz de dizer e definir o principal problema da seleção brasileira enquanto eles, Renato Maurício Prado, Paulo César Vasconcelos, Caio Ribeiro, Alberto Helena Jr. e Luiz Roberto, não são! “O que me incomoda é que a seleção, de brasilidade, tem muito pouco. Não se vê no semblante dos jogadores aquela vontade de ganhar, eles não parecem ficar chateados, se preocupar com aquilo”, disse Luíza, pontuando o maior problema de nossa seleção há alguns anos: a falta de identidade com a torcida. No mesmo programa, Renato Maurício Prado disse que a seleção se divorciou da torcida, mas não disse o porquê! Se não é Luíza vir ao microfone dar luz às trevas… Repito, minha perplexidade não é com o fato dela ter enxergado isso. Mas tem cabimento ter que vir uma cantora dizer num programa esportivo o que esses firulentos que trabalham com isso não conseguem?

Fabiano Rampazzo

Pérola de comentário 1

jul1

Ontem no programa Bem Amigos do Sportv, o comentarista Paulo César Vasconselos mandou essa pérola: “quando o jogo começa quem reseolve são os jogadores”. Brilhante observação, não acham?

Quando uma criança corre atrás da bola no corredor de casa, ou em uma pelada entre amigos e até numa final de Copa do Mundo, quando o jogo começa quem resolve são os jogadores. Sempre foi e sempre será assim. Só quem nunca deu um mísero chute em uma bola pode fazer um comentário desse tipo.

Daniel Palma Lissoni

Por que Kaká não pediu pra sair? 6

jun18

O programa Bem, Amigos da última segunda-feira recebeu o jogador Kaká. Em dado momento, Kaká lembrou da partida contra a França pelas quartas-de-final da Copa de 2006, que marcou a trágica eliminação de nossa seleção. Surpreendentemente Kaká disse que entrou “no sacrifício” para aquela partida, pois havia se contundido no jogo anterior, contra Gana. “Me arrependo (de ter jogado contra a França), hoje eu não entraria”, disse o “melhor do mundo”. Vale lembrar o leitor que Kaká foi, talvez, o pior jogador em campo, errou todas as jogadas, passes, não jogou futebol. Se não tinha condições, por que entrou? Por “sacrifício”? Nossa seleção entrou com um jogador a menos numa das partidas mais importantes da história (revanche contra o time de Zidane) e o cara vem a público me falar em “sacrifício”? Por que, com 20 minutos de jogo, quando percebeu que não dava (e qualquer um via isso) Kaká não pediu para sair? Seu “sacrifício”, ou vaidade, teve o custo da maior tristeza que já tive no futebol. Todos no programa pareceram adimirá-lo. Eu não. Daqui por diante, poupe-me de seus sacrifícios, Kaká.

Fabiano Rampazzo

Agora não pode vaiar 6

abr29

Depois de proibirem jogadores de comemorar o gol como bem quiserem, depois proibirem o torcedor de gritar palavrão das arquibancadas, o mais novo absurdo da imprensa esportiva do país, dito no programa Bem, Amigos desta segunda-feira, dia 28 de abril, pelo “professor” Ruy Carlos Ostermann, foi elogiar a não ocorrência das vaias da torcida adversária – fato que se dá quando da entrada perfilada dos times em campo, como acontece no Campeonato Carioca. Na seqüência, o jornalista Paulo César Vasconcellos também louva a nova medida dizendo que isso é bom, ”pois tira o clima de guerra entre as equipes”. Eu, Fabiano Rampazzo, apenas pergunto: aonde vamos parar? Não posso falar palavrão na bancada, não posso subir no alambrado pra comemorar um golaço, não posso entrar em campo e ser saudado pela minha torcida. Tenho que entrar como um robô, alinhado com o adversário, sem me emocionar com a euforia ou vaia da torcida. É isso. Futebol de robôs, comentados por jornalistas robôs.

Fabiano Rampazzo

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