categoria Mesa Redonda

Os jornalistas brasileiros e a fama dos clubes europeus 2

mar2

Já ví algumas reportagens sobre o sucesso que os times europeus tem, junto aos jovens brasileiros. Culpam os games, a exportação dos melhores jogadores e até a violência nos estádios, que afugenta nossos jovens torcedores dos nossos estádios. O que me intriga é o fato de nenhum jornalista assumir sua parcela de culpa sobre essa questão. É só ligar a tv e perceber o quanto se fala dos times europeus hoje em dia. É Milan pra cá, Manchester United para lá, é o clássico Barcelona x Real Madrid, e por aí vai. Um exemplo disso foi a entrevista de Alexandre Pato e do Thiago Silva para o Galvão Bueno, no programa Bem Amigos, do Sportv, dessa segunda-feira. Foi uma babação de ovos para os estúdios do Milan, local da entrevista, que ficou constrangedor até para a Globo. Já que os estúdios do Milan são essa maravilha toda, porque o Galvão Bueno não fica por lá para narrar o campeonato italiano de uma vez?

Daniel Palma Lissoni

Imprensa esportiva brasileira é firula pura 1

set16

No texto de José Geraldo Couto na Folha de São Paulo, do dia 13 de Setembro, ele comprova a nossa (blogsemfirula) tese que a imprensa esportiva brasileira não trata o esporte com a devida crítica que o assunto merece. Na sua maioria, a imprensa, quer mais agradar do que criticar. Ainda bem que existem alguns jornalistas que compartilham dessa mesma opinião. Segue abaixo o texto do colunista da Folha.

Daniel Palma Lissoni

Hora do recreio

JOSÉ GERALDO COUTO


Com poucas exceções, a televisão brasileira encara o noticiário esportivo como brincadeira de crianças

POR ALGUM motivo, com as raras exceções de praxe, a televisão brasileira trata o aficionado do esporte como uma criança de no máximo dez anos de idade. Pode prestar atenção: nos telejornais da emissora hegemônica, quando vai falar de esportes, o locutor ou locutora abre o sorriso como se dissesse “hora do recreio, meninos”.

Fátima Bernardes, por exemplo. Depois de narrar com expressão tensa as desgraças do mundo, ela descontrai o rosto numa fração de segundo e diz: “E agora, o futebol”. É a senha. Parece estar chamando o espectador para uma conversa amena sobre as traquinagens dos filhos. Em seguida, entram repórteres engraçadinhos fazendo piadas e trocadilhos constrangedores. E os noticiários esportivos das outras emissoras, como sempre, copiam.

Reportagens investigativas, informações incômodas, questionamento do poder? Nem pensar. Melhor alimentar o culto à celebridade, promover enquetes tolas, esconder os problemas. Os profissionais envolvidos, a começar pela simpática e competente Fátima, não são evidentemente os responsáveis por isso. Cumprem simplesmente uma orientação geral de suas empresas.

Nada contra o humor, muito pelo contrário. O “Cartão Verde”, da TV Cultura, o “Rock Gol”, da MTV, e as incursões esportivas da turma do “CQC”, da Bandeirantes, costumam ser muito engraçados.
A diferença, a meu ver, é que o humor desses programas “periféricos” é crítico, independente, muitas vezes iconoclasta. O que irrita é o humor oficial, a favor, que nunca deixa de ser pueril.

O esporte tem, inegavelmente, um aspecto de refresco em meio às catástrofes do planeta. Mas isso não impede que seja tratado de forma adulta, crítica e inteligente. Mas talvez o problema seja mais amplo. Na nossa TV aberta, já faz tempo que o jornalismo como um todo é um mero ramo do entretenimento. A informação é secundária.A reflexão, quase uma ofensa. Na cobertura esportiva, essa sorridente tendência obscurantista só se exacerba. É mais atual do que nunca a frase do Millôr: “Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Se for branco é rico 2

jul7

Na edição de quarta-feira do CBN Esporte Clube, antes da final da Libertadores, Juca Kfouri chamou Renato Maurício Prado para comentar e, em seguida, desabafou. Disse que a elitização da torcida no futebol brasileiro era uma coisa que o angustiava: ”Já é um fato aparentemente irrecorrível. A imagem é a seguinte: eu conto nos dedos de uma mão o número de negros que eu consigo identificar no Maracanã”, afirmou. Essa doeu. Inconformada, perguntei para o motorista ao meu lado se ele tinha escutado o mesmo que eu. Sim, ficamos revoltados. Deixa ver se entendi bem. Não existe branco pobre, Juca? Se for negro é povão, se for branco é elite? É isso? Em que País você vive, Juca? Porque no Brasil o que mais se vê, nos estádios ou fora deles, são brancos pobres, meu querido. Mas, para ele, Juca, parece que os negros são o critério utilizado para identificar se um público é ou não elitizado. Então tá. Cada um merece a imprensa que tem. Para quem quiser escutar, clique aqui.

Manuela Rahal

Adriano no São Paulo 8

abr17

O comentarista Flavio Prado declarou, mais de uma vez, nos microfones da rádio Jovem Pan e no programa Mesa Redonda Futebol Debate, da TV Gazeta, que o jogador Adriano precisava muito mais do São Paulo do que o São Paulo dele. Disse também, que o clube do Morumbi tinha o titular Aloísio e não precisava de um atacante com as características do Imperador. Muito bem.

Só que… nos recentes e decisivos jogos do São Paulo pela Libertadores da América e Campeonato Paulista foi ele, Adriano, o dispensável, o fiel da balança. Nos últimos 8 jogos, Adriano estufou as redes em 7 oportunidades.

Quem precisa de quem, Flávio?

Miguel Archanjo Neto

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