jan16
“O Kléber Machado disse que os times de Leão são duros de serem batidos. O Henrique Guilherme disse que o Leão está entre os 3 melhores técnicos do Brasil. Vocês estão loucos? Em 21 anos de profissão, quais títulos tem o Leão? Os times dele podem ser difíceis de serem batidos, mas também não vencem. Faça uma relação dos técnicos mais vitoriosos do País e o Leão não fica nem entre os 15. Ele é o Rei do Marketing Pessoal! Isso sim! Desafio vocês a lerem isso ao vivo, agora, no programa, com ele presente. Os jornalistas morrem de medo do Leão.”
Mandei esse e-mail no início do Arena Sportv que tinha a ilustre presença de Leão. Obviamente que meu e-mail não foi lido.
Fabiano Rampazzo
nov13
Quando vê uma partida de futebol pela TV, você gosta de saber que jogador do seu time deu aquele passe errado que gerou um contra-ataque adversário, qual dominou mal e deixou a bola sair pela lateral, quem fez aquele desarme na hora certa, quem atrasou o jogo na hora errada? Gosta? Esqueça isso tudo se esta partida for transmitida por Kléber Machado, narrador da Rede Globo. Para Kléber, tudo é ou pode ser mais importante que o jogo. O corte de cabelo dos jogadores, as contratações do clube, a roupa do juiz, os convidados do Domingão do Faustão, tudo isso é dito no mesmo instante em que o jogo rola solto na tela de seu televisor. Reparem, ele se volta para a partida só quando a bola ultrapassa a intermediárea, lances de meio-de-campo ou nas laterais são desprezíveis. Às vezes, parece até que ele tem dificuldade para identificar o nome do jogador. Mas o motivo, em verdade, é o que menos importa, pois ele (o motivo) se apequena diante do fato: Kléber Machado fala a transmissão inteira e não narra o jogo de futebol.
Fabiano Rampazzo
out16
Na última quarta-feira a seleção jogou mal, bem mal, e mais uma vez empatou em casa num insosso 0 X 0. O futebol não fluiu mesmo, faltam opções táticas e técnicas para nosso time vencer um adversário que marca bem e isso não se discute. Agora, isso justifica a torcida presente no Maracanã gritar “olé” quando a Colômbia tocava a bola? Que brasileiros são estes?
Ao final do primeiro tempo (eu disse do PRIMEIRO TEMPO) um grito de “olé” acompanhou o toque de bola colombiano que quase resultou em gol. Se a bola tivesse entrado, os brasileiros comemorariam o gol da Colômbia? É isso? Lá pelas tantas, o narrador Kléber Machado deu aval à manifestação da torcida, “o torcedor que sai de casa, pega a condução, vem até o estádio, vai chiar mesmo”. Desculpe, mas ninguém obrigou esse torcedor a ir ao estádio, ele que ficasse em casa! O torcedor que vai ver seu time no estádio não está fazendo um favor para o time, so sorry, ele está indo lá para torcer! Se eu estivesse lá gritaria Brasil até o fim do jogo! Depois, sim, iria na porta do ônibus cobrar técnico e jogadores. Mas, durante a partida, precisando dos três pontos, não posso admitir um torcedor, que se diz brasileiro, torcer por um gol da Colômbia.
Fiquei triste com o futebol apresentado pela seleção de meu País, mas muito mais triste ainda com a postura das “famílias” (estas que os jornalistas tanto pedem ao estádios, e que estavam lá), que se dizem brasileiras. Se o estádio estivesse com portões fechados talvez tivéssemos ganho o jogo.
Fabiano Rampazzo